quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Muito além do horizonte!


Muito além do horizonte
Recordo-me do meu
passado...minha vida...
Brumas de paixão,
Sonho e ilusão.
Meta metade, mais
Que vivida chegam-me
Lágrimas ao coração!

Busco encontrar-me em
Algum lugar escondido
No mais puro amor
Que tenha sentido e
Pobre sonho meu aquecido,
Por esperanças que talvez,
Já tenham morrido!

Olho-me... Já não sou a
menina de outrora.
Coração repousado sobre
Nuvem alvissareira...
Hoje sou apenas uma
Mulher que chora,
Invocando clemência
desta vida passageira!

Procuro esquecer os
Momentos amargosos
Abrindo caminhos e
Trilhas ainda que com dores.
Almejo ver com olhos amorosos
Meu tão esperado jardim
Cheio de flores!

Sem pressa abro a janela
Dos meus sonhos
E como pássaro livre
Alçando vôos sob o luar,
Avisto bem longe oceanos,
Vales e morros
E muito além do horizonte...
Percebo que ainda posso voar!
Por
Val Paladini

domingo, 26 de outubro de 2008

Espero-te!




Espero-te impacientemente eu te espero
Há tanto fazes parte da minha vida...
Chamo-te dia e noite por que es tudo o que mais quero!
Teu silencio me alucina e acaso por ti não serei querida?

Tão dorida e crucial é esta longa espera
Apertando-me o coração já tão esmagado...
Por que me abandonas nesta triste esfera
Que não realizas o meu sonho tão almejado?

Por certo hás de estar brincando comigo
Pois que sabes o quanto eu te espero...
Es o meu último e afável abrigo e
Estar nos teus braços é o que mais quero!

Neles estarei envolvida no descanso vazio do meu ser
E neste doce e suave afago calarei meu pobre pranto...
Vendo assim esvaecer-se o meu insuportável sofrer
Vêm não te demores a cobrir-me com teu manto!

O que faço neste mundo se eu já não tenho mais vida?
E se acaso ainda possuo algum tênue fio dela,
Disfarço chamando-a de sorte, pois meu único desejo nela,
É que não te demores minha adorável e doce Morte!

Val Paladini